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  • 5 de jan de 2018

    Um pouco de luz

    Um pouco de luz

    Autora: Berthe Fropo

    Tradução: Rogerio Migoez (rogcedm@yahoo.com.br)

                   Eu li na Revista Espírita do mês de setembro, um artigo intitulado "AOS NOSSOS LEITORES" vindo da Administração da sociedade para a continuação das obras de Allan Kardec, que não passa de uma exagerada e tardia glorificação do mestre. Desde junho, a sociedade permitiu insultá-lo, criticá-lo e se dignou a dar asilo em sua Revista a dois de meus artigos, quando ela deveria ter sido a primeira a defender o homem a quem ela deve tudo, o escritor, o moralista fora de série que mais tarde fará a glória da França e a felicidade da humanidade.
                   Diz a página 402:
                   "Sim, defender Allan Kardec, ser seu advogado e defender sua causa, seria uma enganação. Porque ele não precisa de protetores, nem de bons dialogadores, ou artigos sensacionalistas para ser respeitado e reverenciado."
                   Mas eu presumo que ele não precisa também de caluniadores ou de panfletos sensacionalistas, tão perigosos como falsos, e que não são para todo espírita sério mais do que balões de ensaio, cuja indignação geral fez justiça1.
                   Eu também perguntaria à Sociedade por que decidiu por unanimidade, em uma assembléia geral, que o antigo título "Sociedade para a continuação das obras espíritas de Allan Kardec" fosse renomeado no futuro para Sociedade Científica do Espiritismo. Por que essa evolução? O que se pretendia fazer, removendo o nome do fundador, o mestre que vocês diziam ser tão respeitado e tão venerado. Em nome de todos os meus irmãos de crença, venho pedir-lhe o motivo; essa evolução é muito grave para que não tenhamos a explicação.
    O nome de Allan Kardec significa comunicação dos espíritos, demonstrada de forma irrefutável, reencarnação e o progresso indefinido do espírito.
                Sociedade científica do Espirtismo não significa nada e testifica uma imensa pretensão. Parece que estamos questionando os princípios que exigiram trinta anos de estudos cuidadosos até serem admitidos. Onde estão os sábios que devem formar a nova organização? Que tipos de experiências serão entregues? Quanta confiança haverá nas demonstrações daqueles que têm um prestigitador como garantia? Tudo isso é lamentável, e vocês se dizem os discípulos sérios e judiciosos de Allan Kardec? Vocês dificilmente o demonstram.
    Gostaria também de lembrá-los que o Sr. Allan Kardec pretendia fazer de uma parte de sua propriedade, um asilo para os espíritas idosos (Desejo que ele expressou no projeto de constituição do Espiritismo - Revista de 1868, páginas 375 e 387 - e sobre o qual ele falou comigo muitas vezes).
                   Agora venho, em nome do meu amigo tão lamentado, exigir a execução de seus desejos, à Sociedadde anônima, exceto pelo interesse variável do fundo geral e central do Espiritismo fundado2 pela Sra. Allan Kardec, por ato em 3 de julho de 1869, perante um notário de Paris, Sociedade para a propagação das obras de Allan Kardec.
                   Esta propagação não pode ser eficaz, a menos que os livros do mestre sejam baratos, foi o desejo de sua viúva, ela se impôs, apesar de sua adiantada idade, as mais difíceis privações, de modo a deixar uma fortuna real para o Espiritismo, aceitando comprometer sua saúde, já tão delicada, e ser tratada como uma avarenta para alcançar o objetivo que ela propôs a si mesma: o de divulgar a instrução moral e intelectual entre os seguidores pobres do Espiritismo, para ver crescer a obra de seu marido.
    1 Veja o artigo do Tempos de 15 de agosto.       
    2 Título de fundadora que lhe foi negado em sua morte nos documentos fúnebres.

                   Ela deixou, além de sua propriedade, cujo terreno vale 300 mil francos, trinta e dois aluguéis, que dão uma renda anual de 8 a 10 mil francos; e uma quantia considerável de valores para pagar todas as despesas do inventário.
                   A Sociedade anônima é, portanto, rica, pois já tinha 40 mil francos deixados pelo Sr. Allan Kardec quando de sua morte, mais 25 mil francos de uma casa de campo, legado de um espírita cujo nome eu não lembro; e, finalmente, os 100 mil francos doados pelo Sr. J. Guérin, o executor testamentário de J.-B. Roustaing e seu discípulo: um total de 460 mil francos, sem mencionar os lucros realizados desde a fundação.
                   Parece-me que agora é a hora de baixar o preço dos livros, especialmente porque uma edição de 2.000 cópias custa:
    Para o papel............ 800 francos.
    Para o impressor...... 533    ─
    Para o encadernador. 144    ─
    TOTAL ..................1477   ─
                   O que coloca cada volume ao custo de 80 centavos, que a livraria nos faz pagar 3 francos. Esta nota me foi dada pela Sra. Allan Kardec algum tempo antes de sua morte.
                   Como vocês tem apenas uma ambição, a de serem trabalhadores, coloquem-se a trabalhar, respeitem a vontade dos dois fundadores do Espiritismo; pelas ações são julgados os homens, e não por suas palavras. Sejam gratos, devotados, altruístas, e quando vocês nos provarem por seus esforços e ações que vocês são os vigilantes guardiões do trabalho espírita em sua integridade, acreditem que terão adquirido o carinho e a estima de todos seus irmãos em fé, e teremos o prazer de fazer apenas uma grande família, caminhando sob o estandarte:
    Fora da caridade não há salvação.
     B. Fropo

     Vice-presidente da União espírita Francesa.

    4 de jan de 2018

    Fatos pós-Kardec na França e as primeiras edições francesas de A Gênese - Resenha do livro El legado de Allan Kardec


    Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

    Oportuna e meticulosa pesquisa, o livro El legado de Allan Kardec, de Simoni Privato Goidanich foi lançado na sede da Confederação Espírita Argentina, em Buenos Aires, aos 3/10/2017. O livro foi redigido em espanhol; contém 440 páginas, em formato 21X14cm, e ilustrações de dezenas de documentos franceses. Editado pela Confederación Espiritista Argentina, com distribuição pela Amazon (amazom.com). 

    A autora Simoni Privato Goidanich é brasileira, bacharel em Direito e Mestre em Direito Internacional pela Faculdade de Direito da USP; atua como Diplomata; recebeu prêmios e frequentou na Harvard University. A serviço do governo brasileiro, já residiu nos Estados Unidos, no Uruguai e no Equador. Nos países onde tem residido, dedica-se ao trabalho no movimento espírita. Autora de artigos publicados em periódicos espíritas e dos livros: El legado de Allan Kardec; Divulgación del Espiritismo: Enseñanzas del ejemplo de José María Fernández Colavida; Mediumnidad y Pases: Preguntas y Respuestas; Oratoria a la Luz del Espiritismo; coautora do livro Pases a la Luz del Espiritismo. Organizadora e tradutora da trilogia Revista Espírita - Periódico de Estudios Psicológicos: Colección de Textos de Allan Kardec. Apresentadora do programa Reflexiones Espíritas, da Rádio Bezerra Online, de Miami (EUA). Reside atualmente em Montevidéu, Uruguai, com seu marido, que também é diplomata. Atua no Centro Espírita Redención e colabora com a Federación Espírita Uruguaya.

    A apresentação do livro foi redigida por Gustavo N. Martínez, presidente da Confederação Espírita Argentina, tradutor para o espanhol de várias obras espíritas e inclusive de A Gênese, de Allan Kardec, com base na 1a edição francesa de 1868, editada pela C.E.A. no final do ano de 2017.

    Simoni Privato Goidanich esteve pessoalmente em Paris acessando documentações oficiais e também na histórica Associação Espírita Constancia, de Buenos Aires, que funciona desde 1877. A autora faz um meticuloso levantamento em documentos dos Arquivos Nacionais da França e da Biblioteca Nacional da França, reproduzindo significativas páginas dos mesmos, tendo por foco o livro A Gênese e instituições como a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, a Sociedade Anônima para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec, da sua sucedânea, a Sociedade Científica do Espiritismo, e, da então nascente União Espírita Francesa. Além dos documentos oficiais e de Atas, a autora faz sistemáticas citações da Revista Espírita (do período administrado por Kardec e dos anos seguintes), da revista Le Spiritisme, órgão da novel União Espírita Francesa, e de obras de Allan Kardec. Simoni cita muitas vezes o livro Beaucoup de Lumière (1884), de Berthe Fropo, atualmente disponibilizado em edição digital bilíngue: a tradução em português e o original em francês. Trata-se de espírita atuante, fiel a Kardec, e, amiga, vizinha e apoiadora de Amélie Boudet. 

    O livro de Simoni se divide em duas partes. Na primeira parte são tratados assuntos sobre momentos significativos dos 10 anos após o lançamento de O livro dos espíritos; os papéis desempenhados por Léon Denis e Gabriel Delanne no movimento espírita francês e o relacionamento de ambos com Kardec; todos os episódios sobre o lançamento e as primeiras edições francesas de A Gênese; e a desencarnação do Codificador. 

    Na segunda parte, a autora trata de questões legais sobre o nome e o pseudônimo de Kardec; a fundação da Sociedade Anônima para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec; comenta o chamado “o ano terrível” (1872), relacionado com o lançamento da 5a edição de A Gênese designada como “revisada, corrigida e aumentada”; o “processo dos espíritas”; os cerceamentos inflingidos à sra. Allan Kardec e sua desencarnação; a queima de arquivos e documentos da viúva de Kardec; o alerta do biógrafo de Kardec, Henri Sausse – “Uma infâmia” – apontando 126 alterações de texto na 5a edição de A Gênese; as nefastas deturpações executadas por Pierre-Gaëtan Leymarie em instituições e na Revista Espírita; as lutas e propostas renovadoras de Gabriel Delanne e León Denis e a fundação da União Espírita Francesa, em 1882.

    No livro em análise ficaram evidentes as alterações de propósitos da Sociedade Anônima para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec, depois transformada por Leymarie em Sociedade Científica do Espiritismo, e, também na linha editorial da Revista Espírita. Sobre esta revista fundada por Kardec, anota a autora Simoni que sob a direção de Leymarie: “as páginas estavam cada vez mais ocupadas com artigos sobre teosofia [...] Estabeleceu-se um vínculo da Sociedade Teosófica com a Sociedade de Estudos Psicológicos e a Sociedade Anônima para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”.

    O livro de Simoni Privato Goidanich comprova que a Sociedade Anônima para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec, dirigida por Leymarie, passou a ser dominada economicamente pelo acionista Jean Guérin, um grande proprietário, ex-dirigente político do departamento de Gironda (sendo Bordéus a capital), admirador e apoiador de J.B.Roustaing. O apoio financeiro de Guérin à Sociedade Anônima gerou a hipoteca dos bens da Sociedade e dos imóveis doados por Allan Kardec. Anos depois, tudo foi perdido por ação movida por herdeiros de Guérin. Um fato tormentoso neste ínterim foi a ampla circulação de um panfleto de divulgação da obra de Roustaing, defendido pela então direção da Revista Espírita, provocando forte reação dos amigos e defensores do legado de Kardec, inclusive Gabriel Delanne, Léon Denis e Berthe Fropo. 

    Dentro desse contexto de deturpações e polêmicas, as edições francesas de A Gênese, a partir da 5a edição de 1872 (aquela “revisada, corrigida e aumentada”) é que foram autorizadas para traduções em diversos países, por Leymarie, então dirigente da Sociedade Anônima para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec. A autora Simoni mostra que o pioneiro e líder espanhol José María Fernández Colavida traduziu e publicou a 2a edição de A Gênese, de 1868, em Barcelona (Espanha), mantendo-se fiel à edição de Kardec.

    Simoni comprova que até a desencarnação de Kardec ocorreram quatro edições de A Gênese. Na meticulosa pesquisa registrada e comentada no livro El legado de Allan Kardec, Simoni Privato Goidanich provou que um único exemplar de A Gênese, publicado em 1868, foi depositado legalmente durante a existência física de Allan Kardec na Biblioteca Nacional da França. Para a autora, esta edição é a definitiva e o Codificador não teria modificado o conteúdo. Entre outros fatos, a autora destaca o cuidado da época com que o Ministério do Interior fiscalizava as publicações, pois a França vivia momentos políticos tensos durante o reinado de Napoleão III.

    O livro El legado de Allan Kardec tem riquíssimo valor histórico e é restaurador de importantes episódios que se encontravam encobertos. No final, registra Simoni Privato Goidanich: “A responsabilidade ante o legado de Allan Kardec é de todos os espíritas, e cada um herdará as consequências de seus atos e de suas omissões”.

    Em nossa opinião o novo livro El legado de Allan Kardec reúne preciosas informações e documentação sobre as primeiras décadas em seguida à desencarnação de Allan Kardec, sendo um rico repositório da história do movimento espírita francês.

    (Goidanich, Simoni Privato. El legado de Allan Kardec. 1.ed. Buenos Aires: Confederación Espiritista Argentina, 2017. 440p.)

    (*) Foi presidente da FEB, da USE-SP e membro da Comissão Executiva do CEI.

    Fonte: Publicado originalmente na Rede Amigo Espírita – Disponível em http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/fatos-p-s-kardec-na-fran-a-e-as-primeiras-edi-es-francesas-de-a-g acesso em 04/01/2018

    2 de jan de 2018

    Consciência , disciplina e livre arbítrio (Jorge Hessen)



    Jorge Hessen
    jorgehessen@gmail.com 

    Se compreendêssemos melhor os mecanismos das Leis divinas, que não estão contidas nos livros nem nas instituições religiosas, mas na própria consciência, evitaríamos infortúnios, ambições e desonras que definitivamente não estariam em nosso roteiro. Precisamos refletir as Leis de Deus, a fim de nos conscientizarmos sobre seus mecanismos, que desfecha tanto reparações (reeducações), quanto bonificações surpreendentes, sempre justas, judiciosas e controladas pela própria consciência autônoma (livre arbítrio), as quais expressam a resposta da Natureza, ou da Criação, contra a desarmonia constituída ou submissões aos códigos divinos inscritos na consciência do homem em seus suaves aspectos.

    Nos estatutos de Deus não há espaço para “punições”. Ninguém está sujeito ao império estranho do “castigo”, pois este também não existe. Os altivos regulamentos do Criador, que estão inscritos na própria consciência, demonstram que a semeadura rende sempre conforme os propósitos do semeador. Ora, em verdade, a cada um a vida responde conforme seus esforços ou não de autoaperfeçoamento moral; portanto, não há exceções para ninguém. Por essa razão, fazer o bem determina o bem; demorar-se no mal gera a aflição. Por isso, importa a disciplina individual e coletiva, tão necessárias ao equilíbrio e harmonia da Humanidade.

    O principal meio de modificar para melhor o resultado das nossas ações reside no controle das nossas vontades, pensamentos, palavras e ações, pois à medida que nos conhecemos melhor, reduziremos ou modificaremos as desarmonias de consciência e seremos mais independentes para decidir sobre nosso destino.

    Após a desencarnação permanecem os resultados de todas as imperfeições que não conseguimos melhor graduar na vida física. A Lei divina da consciência sobre si mesmo institui que felicidade e desdita sejam reflexos naturais do grau de pureza ou impureza de cada um. A maior felicidade reflete a harmonia com essas leis, enquanto a desatenção aos próprios desejos causa sofrimento e privação de alegria. Portanto, todo crescimento moral alcançado é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos.


    Toda imperfeição, assim como toda falta dela decorrente, traz consigo o próprio sofrimento, inerente natural e inevitável da Lei “interna”. Assim, a moléstia retifica os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja imposição externa de “punição” ou condenação especial para cada falta ou indivíduo.

    Um breve recado para os abortista de plantão (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen
    Jorgehessen@gmail.com

    Sobre a legalização do aborto, é inadmissível que pequeníssima parcela da população brasileira, constituída por alguns intelectuais, políticos e profissionais dos meios de comunicação e embebida de princípios materialistas e relativistas venha a exercer tamanha pressão na legislação brasileira. Até porque os norte-americanos estão despertando desse pesadelo hediondo da legalização do assassinato doloso de bebês nos ventres. Na contramão desse despertar americano contra o aborto, há no Brasil insanos defensores dessa prática (causídicos estes que um dia tiveram o direito de nascer) pugnando para que o aborto seja legalizado em nossa Pátria.

    O primeiro país da era pós-moderna a legalizar o aborto foi a União Soviética, em 8 de novembro de 1920. Os hospitais soviéticos instalaram unidades especiais denominadas abortórios, concebidas para realizar as operações em ritmo de produção em massa. A segunda nação a legalizar o abortamento foi a Alemanha nazista, em junho de 1935, mediante uma reforma da Lei para a Prevenção das Doenças Hereditárias para a Posteridade, que permitiu a interrupção da gravidez de mulheres consideradas de "má hereditariedade" ("não-arianas" ou portadoras de deficiência física ou mental).

    Gerald Warner, no Scotland on Sunday, assegura que "o lugar mais perigoso do mundo para uma criança na Escócia é o útero da mãe. Em 2010, a mortalidade infantil levou 218 crianças escocesas à morte”. [1] Ao explanar qualquer coisa sobre o alarmante delito de aborto sempre tropeçaremos em histórias assombrosas.

    Não nos enganemos, a medicina que executa o aborto nos países que já o legalizaram é uma medicina criminosa. Não há lei humana que atenue essa situação ante a Lei de Deus. E há outra discussão que também se levanta: a legitimidade ou não do aborto quando a gravidez é consequente a um ato de violência física. No caso de estupro, quando a mulher não se sinta com estrutura psicológica para criar o filho, a Lei deveria facilitar e estimular a adoção da criança nascida, em vez de promover a sua morte legal.

    O Espiritismo, considerando o lado transcendente das situações humanas, estimula a mãe a levar adiante a gravidez e até mesmo a criação daquele filho, superando o trauma do estupro, porque aquele Espírito reencarnante terá possivelmente um compromisso passado com a genitora.

    Com exceção da gestação que coloque em risco a vida da gestante, quaisquer outras justificativas são inaceitáveis para uma mulher decidir pelo aborto. Se compreendesse as implicações sinistras que estão reservadas para quem aborta, certamente refletiria milhões vezes antes de extinguir um ser indefeso do próprio ventre. Somente num caso a Doutrina Espírita admite o aborto: quando a gestação coloca em risco a vida da gestante, pois disseram os Espíritos a Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 359, que é preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.

    Nunca é demasiado advertir que no aborto criminoso se fermentam as grandes enfermidades da alma, as grandes obsessões, alimentando o pátio de sanatórios e de prisões. No aspecto psíquico, o remorso é uma perigosa energia que vai corroendo gradualmente o equilíbrio emocional e permite aflorar desajustes mentais que estavam subjacentes, abrindo campo à loucura propriamente dita, sob o enfoque médico, e aos tormentos espirituais (obsessão), no argumento espírita.

    Óbvio que não lançamos as execrações da censura impiedosa àquelas que estão envolvidas na via sombria do aborto já cometido, até para que não caiam na vala profunda do desalento. Expressamos argumentos cujo intento é iluminá-las com o farol da elucidação para que divisem mais adiante a opção do Trabalho e do Amor, sobretudo nas adoções de filhos rejeitados que presentemente estão empilhados nos orfanatos.

    Referência:

    [1] Disponível em http://www.zenit.org/pt/articles/o-aborto-e-o-infanticidio acesso 31/12/17

    23 de dez de 2017

    Será que há espíritos de “crianças” nos domínios do além tumba? (Jorge Hessen)



    Jorge Hessen
    Jorgehessen@gmail.com

    Um objeto de estudo instigante, cuja explicação devemos ao Espiritismo, diz respeito à situação da “criança” no além após a sua morte. Será que há “crianças” no além? E o “bebê”, como será a sua forma perispiritual quando desencarna? Será que o seu períspirito retoma a forma “adulta” ou por quanto tempo permanece “bebê” e ou “criança” no Além-túmulo? Há muitas interrogações sobre o que ocorre com as “crianças” recém-desencarnadas. Como “ela” se adapta no Mundo dos Espíritos? Sim, são inúmeras dúvidas.

    Cremos que “crianças” no além são imediatamente recolhidas por familiares ou mentores, que lhes darão ampla assistência. Se são Espíritos com ótima bagagem moral, retomam a personalidade anterior. Se são de mediana evolução, acreditamos que conservam a condição infantil, que será superada com o decorrer do tempo, como sucede com as “crianças” na Terra. Podem, também, retornar à reencarnação.

    Porém, pasme, segundo um famoso escritor espírita, “não há uma única manifestação mediúnica de criança nas obras de Allan Kardec”. Portanto, afirma que não existem “Espíritos crianças”, pois o período de infância, adolescência, maturidade e envelhecimento, é uma condição do corpo físico, que obedece a esse processo orgânico de maturação, próprio dos nativos do planeta Terra.

    Será? É urgente contar ao notório e equivocado confrade que o Codificador publicou comunicação do Espírito de uma criança na Revista Espírita de 1859. E ainda registrou a manifestação do Espírito do menino Marcel, conforme publicado na obra “O Céu e o Inferno”, cap. 8, parte II. Aliás, antes de Kardec, encontramos personagens históricos que mencionam os espíritos de “crianças” no além. A exemplo de Swedenborg, que descreve “crianças” sendo bem recebidas no além nas instituições onde adolescem e são cuidadas por jovens mulheres. Há distintos precursores do Espiritismo que fazem alusões às “crianças” no além, a saber: Louis Alphonse Cahagnet, na França e Andrew Jackson Davis, nos EUA.

    André Luiz apresenta no cap. X do livro “Entre a Terra e o Céu” acurados painéis de crianças desencarnadas. Cairbar Schutel apresenta as “crianças” no além tumba no seu livro “A Vida no Outro Mundo”; Frederico Figner (Irmão Jacob) faz menções a “crianças” no além, conforme agenda no livro “Voltei”. Informações confirmadas por Yvonne Pereira em “Cânticos do Coração, Vol II”e George Vale Owen, na obra “A vida Além do véu”, dentre outros.

    Na questão 381 de O Livro dos Espíritos, o Codificador questiona aos Espíritos se na morte da criança, o ser readquire imediatamente o seu antecedente vigor. Os Benfeitores aclaram o tema afirmando que o Espírito não readquire a anterior lucidez, senão quando se tenha completamente separado do envoltório físico. E nas questões 197, 198, 199, 346 e 347, da mesma obra básica é explicado que o Espírito da “criança” não é infantil, e sim reencarnação de Espírito que teve outras existências na Terra ou em outros orbes. Especificamente na questão “199-a”, os Espíritos inquiridos por Kardec sobre o destino espiritual da criança que morre bebezinho, anotaram que o Espírito “recomeça outra existência”.

    No entanto, antes do reinício de nova existência física, tais Espíritos são recolhidos em Instituições apropriadas. Há apresentações psicográficas citando escolas, parques, colônias e instituições diversas consagradas ao acolhimento e amparo às “crianças” desencarnadas. E ademais, ao reencarnar o Espírito entorpece a consciência e somente finalizará o processo reencarnatório a partir dos sete anos aproximadamente, quando se remata a reencarnação. Por isso, se a criança desencarnar no meio do processo reencarnatório, ou seja, entre os 3 anos e 4 anos, o Espírito possivelmente possa retomar imediatamente a forma adulta precedente.

    Também devemos considerar o seguinte: se a “criança” desencarnada possui grande experiência no campo intelecto e moral, readquire rapidamente os valores parciais da memória, logo após a desencarnação, conseguindo, por isso, ordenar conceitos e anotações de acordo com a maturação intelectual alcançada com seus empenhos.

    O mesmo não sucede com “criança” desencarnada que ainda não possui condição moral elevada. Em tal estágio, o desenvolvimento no além-túmulo é idêntico ao que se processa no plano físico, quando o Espírito é constrangido a aprender pausadamente as lições da vida e avançar gradualmente, segundo as injunções do tempo.

    Morre o corpo infantil (em qualquer faixa etária), e sobrevive o Espírito imortal e eterno, com toda uma bagagem de aquisições intelectuais e morais advindas das múltiplas experiências reencarnatórias, e que integram a sua individualidade.

    Recordemos que a almas ainda prisioneiras no automatismo inconsciente acham-se relativamente longe do autogoverno. Em face disso, permanecem transportados pela Natureza, à maneira de bebês no colo materno. É por esse motivo que não se pode prescindir de períodos de recuperação para quem desencarna na fase infantil. Porquanto, precisarão continuar aprendendo, estudando e recebendo esclarecimentos espirituais adaptados à sua idade e compreensão, e serão separadas por faixas de idade e entendimento, tal como ocorre aqui na Terra.

    Nas fontes que examinamos, não encontramos informações de Espíritos de “crianças” nas regiões “umbralinas” – ainda bem!

    Temos muito que aprender com os Espíritos.

    150 anos de A Gênese - a fidedignidade das primeiras edições


    Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

    Com A Gênese completa-se o quinto volume das chamadas Obras Básicas da Codificação. Allan Kardec discorre sobre questões importantes que destaca no subtítulo: os milagres e as predições segundo o Espiritismo; e analisa a origem do planeta de acordo com as leis da Natureza e a interpretação espírita.A edição da Revista Espírita de janeiro de 1868 anunciava que o livro A Gênese estaria à venda no dia 6 de janeiro de 1868.
    O exemplar da Revista Espírita, de fevereiro de 1868, trazia uma dissertação do espírito São Luís sobre a nova obra:
    “A religião, antagonista da Ciência, respondia pelo mistério a todas as questões da filosofia céptica. Ela violava as leis da Natureza e as adaptava à sua fantasia, para daí extrair uma explicação incoerente de seus ensinamentos. Vós, ao contrário, vos sacrificais à Ciência; aceitais todos os seus ensinamentos sem exceção e lhe abris horizontes que ela supunha intransponíveis. [...] A questão de origem que se prende à Gênese é para todos uma questão apaixonada. Um livro escrito sobre esta matéria deve, em consequência, interessar a todos os espíritos sérios.”1
    Ao longo do ano de 1868 transcreveu vários trechos dessa nova obra naRevista Espírita. Surgem notícias sobre duas novas edições: 2a edição (março) e 3a edição (abril). Até a desencarnação de Kardec (1869), constam referências a três edições dessa Obra Básica do Codificador.1,2
    A maioria das traduções para o português foi feita a partir de edição francesa do ano de 1870, ou seja, após a desencarnação de Kardec, como as edições da FEB do IDE. Apenas a editora do Centro Espírita Léon Denis, do Rio Janeiro, lançou uma tradução da edição francesa de 1868.
    Há dúvidas e polêmicas a respeito das edições dessa obra em francês, lançadas logo após a desencarnação do Codificador.
    Recentemente, a Confederação Espírita Argentina (CEA) providenciou a edição em espanhol de versão pioneira de A Gênese, isto é, a lançada em janeiro de 1868. Ao mesmo tempo a CEA divulgou o resultado de estudos que estimulou, e divulgou em publicação lançada em Buenos Aires em outubro de 2017 e distribuiu uma carta explicativadurante reunião da Comissão Executiva do Conselho Espírita Internacional, ocorrida em Bogotá (Colômbia), em outubro de 2017, com divulgação de carta do presidente da Confederação Espírita Argentina. Consta a informação de que a tradução de A Gênese teria sido motivação de um questionamento em um momento da reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB, em novembro de 2017.
    A nosso ver são louváveis as providências do presidente da Confederação Espírita Argentina em divulgar o resultado do estudo que apoiou e em levar a questão ao CEI.
    A CEA solicitou uma pesquisa à sra. Simoni Privato Goidanich, junto aos Arquivos Nacionais da França e na Biblioteca Nacional da França, localizadas em Paris, assim como na própria CEA e na Associação Espírita Constancia, de Buenos Aires. A conclusão da pesquisa é que um único exemplar, publicado em 1868, foi depositado legalmente durante a existência física de Allan Kardec na Biblioteca Nacional da França. Assim o Codificador não teria modificado o conteúdo.4 Estes esclarecimentos se encontram no livro El legado de Allan Kardec, de autoria de Simoni Privato Goidanich, lançado na sede da C.E.A., em Buenos Aires, aos 3/10/2017.5
    Assim, reaparecem dúvidas que já existiam sobre a fidedignidade da versão francesa que serviu de base para as traduções de A Gênese.
    Há suspeitas de que alguns trechos de A Gênese poderiam ter sido alterados provavelmente por Pierre-Gaëtan Leymarie (1827-1901). Com a desencarnação de Kardec, este dirigente passou a exercer as funções de redator-chefe e diretor da "Revue Spirite" (1870 a 1901), gerente da "Librairie Spirite" (1870 a 1897) e foi presidente da “Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec”.2,6 Passou a cuidar das edições e autorizações de traduções de obras de Kardec.2
    Inclusive, há o caso das traduções pioneiras das obras de Kardec, em nosso país. No princípio do ano de 1875, Pierre-Gaëtan Leymarie autorizou em carta ao dr. Joaquim Carlos Travassos a tradução das obras de Allan Kardec para o português, cuja correspondência foi publicada naRevista Espírita. Com exceção de A Gênese, Joaquim Carlos Travassos (1839-1915) utilizando o pseudônimo de "Fortúnio", traduziu para o português quatro obras básicas da Codificação, publicadas pela Editora B. L. Garnier, do Rio de Janeiro, em 1875 e 1876.Fato interessante foi o comentário de Zêus Wantuil em biografia sobre o tradutor Travassos: “[...]sem nos referirmos ao bom estilo do tradutor, é o judicioso esclarecimento, de fundo rustenista, que vem na obra ‘O Céu e o Inferno’...”6 Há correspondências de Leymarie com a então novel Federação Espírita Brasileira e a 1aedição da revista Reformador, de janeiro de 1883, noticia que ele representou a França em congresso ocorrido em Bruxelas, objetivando a criação de uma União Espiritualista Universal.7
    Muitos fatos ressurgem agora com a tradução para o português de livro histórico e esgotado de autoria Berthe Fropo - Beaucoup de Lumière (1884) -, disponibilizado em edição digital bilíngue: a tradução em português e o original em francês. A autora foi espírita atuante, fiel aos ideais de Allan Kardec, muito amiga de Amélie Boudet, vizinha e apoiadora desta depois da desencarnação do codificador do Espiritismo.2 Nesta obra fica clara a ação polêmica de Leymarie, que inclusive foi envolvido no histórico “processo dos espíritas”, relacionado com exploração das chamadas fotos de espíritos, em que foi condenado.
    No referido livro, Berthe Fropo aborda pontos destacados do desvirtuamento doutrinário ocorrido no movimento espírita francês logo após a desencarnação de Kardec, comprometendo a continuação das obras do Codificador da Doutrina; fica claro que “com o aval de Amélie Boudet, Gabriel Delanne e Berthe Fropo se lançaram numa investida para reavivar os planos de continuação das obras de Kardec, que nas mãos de Leymarie haviam sido deturpados, por influência de ideologias outras, como o roustainguismo e — ainda mais fortemente — a mística doutrina da Teosofia de Madame Blavatsky e do Coronel Olcott.”2
    Portanto, há indícios que robustecem as suspeitas sobre eventuais alterações promovidas por Leymarie em itens de A Gênese.
    Nas edições da FEB, apenas a traduzida pelo Evandro Noleto Bezerra, também a partir da 5a edição francesa de 1870, traz uma nota de rodapé no item 67 do capítulo XV, anotando que há uma diferença com relação à edição de 1868, com Kardec ainda encarnado. Justifica que “ao revisar a obra com vistas à 4a edição, Allan Kardec houve por bem suprimir o item 67 que constava nas edições anteriores”. Nessa nota de rodapé, de número 124, o tradutor Evandro transcreve o item suprimido em outras versões “pelo seu inestimável valor histórico, o item 67 das três primeiras de edições de A Gênese”.8Porém como fica a afirmação de revisão da 4a edição, feita por Allan Kardec?
    Na edição do Centro Espírita Léon Denis, a tradutora Albertina Escudeiro Sêco, se baseia numa 4a edição francesa, de 1868.
    Essa tradutora do CELD introduz o item 67 original, a saber:
    “67. A que se reduziu o corpo carnal? Este é um problema cuja solução não se pode deduzir, até nova ordem, exceto por hipóteses, pela falta de elementos suficientes para firmar uma convicção. Essa solução, aliás, é de uma importância secundária e não acrescentaria nada aos méritos do Cristo, nem aos fatos que atestam, de uma maneira bem peremptória, sua superioridade e sua missão divina. Não pode, pois, haver mais que opiniões pessoais sobre a forma como esse desaparecimento se realizou, opiniões que só teriam valor se fossem sancionadas por uma lógica rigorosa, e pelo ensino geral dos espíritos; ora, até o presente, nenhuma das que foram formuladas recebeu a sanção desse duplo controle. Se os espíritos ainda não resolveram a questão pela unanimidade dos seus ensinamentos, é porque certamente ainda não chegou o momento de fazê-lo, ou porque ainda faltam conhecimentos com a ajuda dos quais se poderá resolvê-la pessoalmente. Entretanto, se a hipótese de um roubo clandestino for afastada, poder-se-ia encontrar, por analogia, uma explicação provável na teoria do duplo fenômeno dos transportes e da invisibilidade. (O Livro dos Médiuns, caps. IV e V.).” E surge um item 67, em geral ausente nas várias versões, e com uma renumeração aparece o item 68, identificado como item 67, nas demais traduções.9
    De qualquer maneira persistem os recentes questionamentos que mencionamos. O ideal seria que as editoras das obras de Allan Kardec somassem esforços para se esclarecer as dúvidas que vêm sendo aventadas. Os 150 anos do lançamento de A Gênese, poderiam ter como marco a clara definição sobre a fidedignidade das versões das primeiras edições desta obra em francês e se acrescentar nota(s) explicativa(s) nas edições traduzidas para o português.

    (*)  O autor é ex-presidente da FEB e da USE-SP

    Referências:
    1)  Kardec, Allan. Trad. Bezerra, Evandro Noleto. Revista Espírita. Ano XI. No. 1. 1868. Rio de Janeiro: FEB.
    2)  Fropo, Berthe. Trad. Lopes, Ery; Miguez, Rogério. Muita luz. 1.ed. Edição digital:  www.luzespirita.org.br; acesso em novembro de 2017.
    3)  Kardec, Allan. Trad. Martínez, Gustavo N. La génesis. 1.ed. Buenos Aires: Confederación Espiritista Argentina. 2017.
    4)  Carta do presidente da Confederación Espiritista Argentina, Sr. Gustavo N. Martínez, de 14/10/2017, distribuída em reunião do Conselho Espírita Internacional, em Bogotá (Colômbia).
    5)   Goidanich, Simoni Privato. El legado de Allan Kardecgoo.gl/Pgdiad; acesso em novembro de 2017.
    6)  Wantuil, Zêus. Grandes espíritas do Brasil. 1.ed. Cap. Joaquim Carlos Travassos. Rio de Janeiro: FEB. 1969.
    7)  Reformador, Ano I, n.1, 21 de Janeiro de 1883, p.1-4.
    8)  Kardec, Allan. Trad. Bezerra, Evandro Noleto. A gênese. 1.ed. Cap. XV. Item 67. Rio de Janeiro: FEB. 2010.
    9)  Kardec, Allan. Trad. Sêco, Albertina Escudeiro. A gênese. 3.ed. Cap. XV. Itens 67-68. Rio de Janeiro: Ed. CELD. 2010.


    Fonte: Revista eletrônica O CONSOLADOR, edição 548 link: http://www.oconsolador. com.br/ano11/548/principal. html

    21 de dez de 2017

    “Alzheimer” - delongado e gradual processo de desencarnação (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen
    Jorgehessen@gmail.com

    Antigamente a doença de Alzheimer era vulgarmente conhecida como “caduquice” e tratada como um estado de demência progressiva. Caracterizada pela perda contínua das aptidões do indivíduo, como extermínio da memória, dificuldade na linguagem e no pensamento, ela afeta progressivamente as funções corticais do indivíduo, ocorrendo atrofia do cérebro e, por isso mesmo, as funções cognitivas e motoras são deterioradas irreversivelmente.

    Embora ainda não tenha cura, o uso de medicamentos como Rivastigmina, Galantamina ou Donepezila, junto com terapia ocupacional (estímulos), podem auxiliar no controle dos sintomas e retardar a sua progressão, melhorando a qualidade de vida do paciente.

    A “Alzheimer” é mais comum em idosos. No estágio inicial (leve) podem surgir sintomas como: dificuldade para lembrar os acontecimentos mais recentes (a lembrança de situações antigas permanece normal), dificuldade para achar o caminho de casa, não saber o dia da semana, repetir as mesmas perguntas. Na fase moderada, a pessoa apresenta incapacidade de fazer a higiene pessoal, anda sujo, tem dificuldade para ler e escrever, alterações do sono, troca do dia pela noite.

    Na etapa avançada o doente não consegue memorizar nenhuma informação atual e nem antiga, não reconhece os familiares, os amigos e locais conhecidos, nem as coisas do ambiente (agnosia), perdem a coordenação para os mais simples movimentos úteis, como vestir uma roupa (apraxia).

    Allan Kardec não fez referência à enfermidade, todavia cremos que o Espírito do enfermo permanece em estado parcial de “desdobramento”, pela impossibilidade de utilizar-se do cérebro que está em definhamento. São pessoas comprometidas com graves crimes morais de existências passadas. Certamente a rigidez de caráter (intolerância), a culpa, os processos obsessivos de subjugação, a depressão, o ódio e a mágoa realimentados a longo prazo podem ser matrizes admissíveis para a ocorrência do mal de Alzheimer.

    Naturalmente, o empenho da família em moléstias desse tipo é de elevada importância, tanto em relação à melhoria da qualidade de vida do paciente quanto do ponto de vista das demandas espirituais, pois seguramente o grupo familiar está coligado às “contas do destino criadas pelo mesmo”, por isso o imperativo da reparação.

    O tratamento espiritual é de essencial importância, inclusive para a família, pois os parentes sofrem muito com o gradual alheamento do ser querido, que passa por um processo lento, espesso, dolorido de perda de intercâmbio cognitivo com os familiares e amigos. É como um delongado e gradual “processo de desencarnação”.

    As presumíveis causas espirituais, como processos obsessivos e atitudes de intransigência moral, entre outras conforme mencionamos acima, recomendam a necessidade de ininterrupta diligência de esclarecimento espiritual, com leitura diária de páginas evangélico-doutrinárias e frequência, se possível semanal, à casa espírita para tratamento com passes e águas fluidificadas.

    Nessas penosas conjunturas os familiares e ou cuidadores têm a chance de desenvolver suas potencialidades espirituais como a resignação, a tolerância, a aceitação, a vigilância irrestrita ao enfermo, a renúncia, a submissão, o amor, que inequivocamente são tesouros morais adquiridos pelos que se dedicarem aos portadores da doença de Alzheimer.

    12 de dez de 2017

    Jesus e a marcha da deformidade espírita (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen


    É comum localizamos em nossas hostes doutrinárias alguns confrades agindo semelhantes aos “crentes evangélicos” (da ala neopentecostal), talvez por “olho gordo”, exaltando inflamados o “nome” Jesus, a “imagem” do Crucificado, a “personalidade” do Messias, quase sempre sob argumentos desprovidos de coerência, comprovando desconhecimento dos códigos morais do Evangelho racionalmente explicados por Allan Kardec e os espíritos superiores. 
    Por causa do “cristianismo” arcaico, a figura de Jesus se caracteriza por debilitada representação simbólica e, como sabemos, todo símbolo que passa do tempo fica enferrujado, desgastado e perde a sua essência e sentido. É óbvio que reverenciamos o excelso valor de Jesus e O defendemos enquanto Verdade Maior, porém, sem afastar um milímetro da lógica kardequiana. 
    Encontramos no M.E.B. (movimento espírita brasileiro) muitos “espíritas” de sacristia, como dizia Arnaldo Rocha, ou seja, espíritas “rezadores” (artificiais e dissimulados), que muito reza (tagarelando) e não se cuida da própria honra.
    Conhecemos embustes de oradores que falam apaixonadamente sobre Jesus (chegam a chorar de emoção), que discursam sobre o valor da monogamia, na união familiar, todavia fazem andar a “fila” das esposas. Há ilustres palestrantes “espíritas” que insistem nos temas repetitivos, sempre sob a lideranças dos agenciadores de seminários improdutivos. Nessa inadvertência seguem algumas federativas (mal dirigidas) que insistentemente promovem congressos inócuos, pobres de conteúdos e onerosíssimos (não gratuitos) sempre destinados aos espíritas endinheirados.
    Em tais eventos (congressos soberbos e inóxios) expõe-se temas evangélicos recorrentes, desgastados, abarrotados de trivialidades e lugares comuns, defendidos com afetação e tradicionalíssimas vozes veludíneas banhada de camuflada emoção veiculadas por intocáveis palestrantes sacralizados, santificados e “insubstituíveis” ante os apelos idolátricos da frenética e delirante caravana de “espiritólicos”.
    Aliás, não obstante “carismáticos”, há oradores endeusados que fazem das palestras proferidas e a fama obtida nos escombros reivindicatórios da extravagante multidão de “espiritólicos”, uma execranda máquina de fazer dinheiro. Sim! São os confrades vendilhões do Espiritismo. 
    Neste cenário ainda há espaço para identificarmos “espíritas oba-oba”, espalhafatosos, recheados de fraternidade de boteco, sorrisos maquinais, comportamentos que contrastam com a simplicidade cristã. Isso tudo sem aprofundarmos nas práticas de diretores de órgãos oficiais (federativas) que se esgrimam (mentalmente) pela caça do poder de direção do M.E.B., totalmente distantes do exemplo edificante da humildade. Tais líderes intransigentes traem a si, aos amigos, ao M.E.B. e ao Espiritismo.
    Certificamos que o caminho do M.E.B. tem sido de duas vias: uma é ocupada pela chamada liderança oficial, dos espíritas autócratas, cheios de “não me toques”, repletos de salamaleques; a outra via é ocupada pelos espíritas “combativos” do bem, fieis a Kardec, lealdade essa que nada tem a ver com extremismo ou intolerância, mas compromisso com a verdade. 
    Os “combativos” fazem o trabalho de azorragar a “oficialidade”, de fustigar os eternos “donos” do M.E.B. para não os deixar comodamente em “berço esplêndido” sob os narcóticos da ilusão. Os “combativos” de Kardec são, por isso, mal vistos e execrados permanentemente, tidos como desagregadores , mas são eles que agem com a coragem e virilidade necessária para evitar a perda total de uma doutrina tão cara à humanidade.
    Quando se trata da moral, Jesus é o grande exemplo. Quando se trata de conhecimento espírita, Kardec é a verdade. Não pode haver mais espaço para o estereótipo de um Jesus decrépito, idolatrado, da tradição arcaica, pois o Espiritismo fez avançar no conhecimento de modo que sem o Espiritismo Jesus permanece no estado da incompreensão e da superficialidade do simbolismo sectário. 
    Portanto, jamais pode haver espaço para um Espiritismo segundo o Evangelho, pois o evangelho não pode explicar o Espiritismo ; ao contrário, apenas o Espiritismo pode explicar o evangelho. Como me ensinou um atilado espírita de vanguarda. 
    O futuro do Espiritismo está fixado nesse quadro contemporâneo, das lutas entre os que defendem os princípios kardequianos e os fracos, que mais se importam com os aplausos da plateia, com os resultados que agradam à audiência e os transformam famosos. A luz intensa da verdade os incomoda, daí a preocupação em defenderem-se para não perder o comando. Desfiguram o Espiritismo para se manterem na posse do “movimento espírita oficial”. 
    Cabe aos impávidos “combativos” do bem se contraporem a isso, mesmo sabendo que a luta é inglória sob o aspecto da capacidade de deter a marcha do embuste doutrinário. Mas como Jesus foi desfigurado e ainda se mantém deformado enquanto amor sem igual, o Espiritismo prosseguirá em sua desfiguração contínua, mas ao mesmo tempo se manterá firme e forte enquanto conhecimento fundamental para o despertamento da consciência humana.

    5 de dez de 2017

    Jesus é a sublime síntese do Amor (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen

    O Divino Mestre sempre enviou seus emissários para instruir povos, raças e civilizações com conhecimentos e princípios da lei natural. Além disso, há dois milênios, veio pessoalmente sancionar os conhecimentos já existentes, deixando a Boa Nova como patrimônio para toda Humanidade.
    Observando o fluxo histórico dos povos, raças e civilizações identificamos que em todos os tempos houve missionários, fundadores de religião, filósofos, Espíritos Superiores que aqui encarnaram, trazendo novos conhecimentos sobre as Leis Divinas ou Naturais com a finalidade de fazer progredir os habitantes da Terra. Porém, por mais admiráveis que tenham sido esses apóstolos, nenhum se iguala ao Soberano Governador da Terra. Até mesmo porque todos eles estiveram a serviço do Mestre Incomparável, o Guia e Modelo do homem neste mundo de prova e expiação.
    Kardec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, escolhe o Ensino Moral das Escrituras, porque não está afeito a controvérsias, podendo inclusive unir todas as crenças em torno da sua proposta universalista. Na Terra, onde se multiplicam as conquistas da inteligência e fazem-se mais complexos os quadros do sentimento conspurcado no materialismo, compreendamos que o Cristo, na trajetória da Humanidade, foi o único mestre completo, exato e inquestionável, que abdicou do convívio com os seres celestiais para viver e coexistir conosco na carne.
    Nos tempos áureos do Evangelho o apóstolo Pedro, mediunizado, definiu a transcendência de Jesus, revelando que Ele era "o Cristo, o Filho de Deus vivo" . No século XIX o Espírito de Verdade atesta ser Ele "o Condutor e Modelo do Homem". Para o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi "Espírito superior da ordem mais elevada, Messias, Espírito Puro, Enviado de Deus e, finalmente, Médium de Deus." Não há dúvidas que Jesus foi o Doutrinador Divino e por excelência o "Médico Divino”, segundo André Luiz.  Por sua vez, Emmanuel o denomina de "Diretor angélico do orbe e Síntese do amor divino".
    Quando o Codificador questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído da Terra, recebeu uma resposta tão curta quanto profunda: "Jesus!". Sua lição é não só a pedra angular do Consolador Prometido, da Doutrina dos Espíritos, mas a régua de medida, o referencial universal com que aferiremos o nosso proceder, o nosso avanço ou o nosso recuo no processo de espiritualização que nos propusermos: a visão real do que somos no íntimo de nossa consciência e quão perto ou distante estejamos do incondicional Amigo e   Mestre que nos exorta a amarmos uns aos outros como Ele nos amou.
    Adorado por uns, execrado por outros, indiferente para muitos, o Crucificado deixou ensinamentos muito singelos, porém profundos, Ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, recebendo apoios no povo e confundindo os restantes. Aos Espíritas sinceros cumpre não perder de vista essa realidade de suma importância - a total vinculação do Espiritismo com os ensinos do Filho do Homem, com o Cristianismo primitivo, pela base moral comum a ambos, sem desvios impostos pelo interesse dos religiosos infiéis.
    O Desejado das Nações vigia e cuida a nau terrestre e se compadece de cada um de nós, facultando-nos vários recomeços para conquista definitiva da paz. Cada palavra que o Bom Pastor plasmou na atmosfera terrena dirige-se a todos nós, ontem, hoje e sempre independentemente de onde possamos estar ou do que fazemos.
    O Príncipe da Paz transcende as dimensões de toda análise convencional e paira muito além do grau de desenvolvimento científico, moral ou espiritual de qualquer representante dos mais renomados intelectuais humanos, porquanto Ele foi, é e sempre será o construtor excelso do nosso planeta, quando sequer a vida existia nas plagas do orbe.

    30 de nov de 2017

    O passe em seus meandros sutis (Jorge Hessen)


    Todo o encanto dos ensinos espíritas, oriundo da fé racional considerando o potencial do magnetismo pelo passe, desaparece ante as ginásticas pedantes e caricatas de tratamentos “espirituais” ultimamente praticados em algumas instituições espíritas mal administradas.
    Dos muitos disparates que já ouvi nas hostes espíritas de Brasília, um deles é que a aplicação do passe quando “concentrado" (concentrado???....!!!) e muito demorado pode causar "congestionamento fluídico” (congestionamento fluídico???...!!!) e com isso o assistido pode se sentir mal (sentir mal???...!!!) Acredite se puder!
    Ora, na aplicação do passe oferecido numa casa espírita bem dirigida, os Benfeitores manipulam e espargem os fluidos exatamente na quantidade necessária para cada assistido, nem mais, nem menos. Nunca em excesso.
    O passe não poderá, em tempo algum, ser aplicado com movimentos bruscos, com malabarismos manuais, estalos de dedos, cânticos estranhos e, muito menos ainda, com passistas incorporados com “aconselhamentos” para o assistido.
    Por conseguinte, na aplicação do passe não se fazem necessários a gesticulação violenta, a respiração ofegante ou o bocejo contínuo, e que também não há necessidade de tocar o assistido. A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular.
    São ridículas as encenações preparatórias com as mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para “melhor assimilação” fluídica, braços e pernas descruzados para não impedir a livre passagem dos fluidos, e assim por diante – só servem para achincalhar o passe, o passista e o paciente.
    A transfusão sanguínea promove a renovação das forças biológicas. O passe é transfusão de energia psíquica e magnética. A diferença é que os recursos sanguíneos são extraídos de um reservatório limitado, mas os elementos psíquicos são retirados do reservatório interminável das forças espirituais.
    A transfusão ocorre através do períspirito, órgão sensitivo do Espírito, que interage de forma profunda com o corpo biológico, razão pela qual as energias psíquicas, transmitidas pelo passe e recebidas inicialmente pelos “centros de força”, alcançam o corpo físico através dos “plexos”, proporcionando a renovação das células enfermiças. As energias psíquicas poderão ser espirituais, considerando o magnetismo advindo dos desencarnados que participam dos processos, e fluidos humanos, através do magnetismo animal pertencente aos passistas encarnados.
    O passe é prece, concentração e doação. A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai. Por ela, consegue o passista duas coisas importantes: primeiro, expulsar da mente os sombrios pensamentos remanescentes da atividade comum das lutas materiais diárias; segundo, sorver do plano espiritual as substâncias renovadoras a fim de conseguir operar com eficiência em favor do próximo.
    Por questão de bom senso, o passe deverá sempre ser ministrado de modo silencioso, com simplicidade e naturalidade. Todo o potencial e toda a eficácia do passe genuinamente espírita dependem do espírito e da assistência espiritual do passista e não apenas do passista. Jesus utilizou o passe "impondo as mãos" sobre os enfermos, a fim de beneficiá-los. E ensinou essa prática aos seus discípulos e apóstolos, que também a empregaram largamente nos tempos apostólicos.
    Vale relembrar aqui que apesar dos estranhos passistas que criam confusões ao aplicarem o passe, reconhecemos que muitos encarnados e desencarnados são beneficiados pela transfusão dos fluidos psíquicos, pois sabemos que é manifestação do amor de Deus, esse sentimento sublime que abarca a todos e os alivia.

    Importa-nos lembrar, porém, um pensamento de Chico Xavier: o passe, tal como terapia, não modifica necessariamente as coisas, para nós, mas pode modificar-nos a nós em relação às coisas.

    29 de nov de 2017

    A dor é o chamamento ao cultivo do amor (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen

    A dor é o aguilhão que o impele para a frente, na senda do progresso"[1]Entendemos que a dor seja o medicamento que solicitamos na fronteira da experiência terrestre. Sim! Espíritos doentes e endividados que somos, imploramos, antes do berço, as dores e as provações capazes de propiciar-nos o regozijo da cura e a benção do resgate. Portanto, as dificuldades são benfeitoras do coração. Aceitemo-las no caminho, com o equilíbrio da resignação que tudo abrange para tudo auxiliar e expurgar, na marcha de nossa via crucis.
    A dor , seja física ou espiritual, é sofrida por quem a provoca e que jamais bate em porta errada. Não há razão, em hipótese alguma, atribuir a terceiros a culpa de nossas dores, pois que elas resultam das atitudes, dos procedimentos, das ações praticadas contra as leis divinas. Para aliviá-la existe a necessidade de assumirmos a responsabilidade de uma mudança comportamental, que sempre pode libertar-nos da dor, quando bem realizada segundo padrões éticos/morais cristãos.
    As provações da vida fazem adiantar quem as sofre, quando bem suportadas; elas apagam as faltas e purificam o espírito faltoso”.[2] Quando a dor chega, ninguém permanece indiferente, não importando suas causas. Por vezes, chega através da doença física, minando a saúde antes inabalável. De outras, é a dor da separação do ente amado que desencarna.
    De toda forma, não importando por quais caminhos a dor nos visite, sempre é presença contundente, alterando-nos as paisagens emocionais. Ela sempre traz consigo seu caráter pedagógico, em um convite ao cultivo das virtudes que ainda não nos dispusemos a acionar.  “As provas rudes são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus”.[3]
    Há três categorias de dor: a dor-evolução, a dor-expiação e a dor-auxílio. A dor-evolução atua de fora para dentro, aprimorando o ser, e sem ela não haveria progresso. A dor-expiação vem de dentro para fora, marcando a criatura no caminho dos séculos, detendo-a em complicados labirintos de aflição, para regenerá-la, perante a Justiça. Quanto à dor-auxílio, pela intercessão de amigos devotados à nossa felicidade e à nossa vitória, recebemos a bênção de prolongadas e dolorosas enfermidades no envoltório físico, seja para evitar-nos a queda no abismo da criminalidade, seja, mais frequentemente, para o serviço preparatório da desencarnação, a fim de que não sejamos colhidos por surpresas arrasadoras, na transição da morte. [4]
    O enfarte, a trombose, a hemiplegia, o câncer penosamente suportado, a senilidade prematura e outras calamidades da vida orgânica constituem, por vezes, dores-auxílio, para que a alma se recupere de certos enganos em que haja incorrido na existência do corpo denso, habilitando-se, através de longas reflexões e benéficas disciplinas, para o ingresso respeitá­vel na Vida Espiritual. [5]
    A oração habitual, o comportamento retificador, o descortino mental e o bem que se pode patrocinar ao próximo, retratam as atitudes inteligentes daqueles que almejam o bom aproveita­mento da dor no processo de evolução .

    Referências bibliográficas:
    [1]            KARDEC , Allan . A Gênese, Cap. III, item 5, RJ: Ed. FEB 2001
    [2]            KARDEC , Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. V, item 10, RJ: Ed. FEB 2001
    [3]            Idem cap. XIV, item 09, RJ: Ed. FEB 2001
    [4]            XAVIER, Francisco Cândido. Ação e Reação, ditado pelo Espírito André Luiz, cap. 19, RJ: Ed. FEB 1959
    [5]            Idem